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A Liga das (outras) Nações



Depois de duas rodadas, a classificação da Liga das Nações 2018 é a seguinte:

A maioria das seleções veio com a mesma proposta para a Liga das Nações: usar sua força máxima e evitar maiores experimentações. Ao menos neste primeiro momento tem sido assim. E é por isso que se vê tanto equilíbrio no topo da tabela. 

A surpresa entre os cinco primeiros classificados certamente é a Turquia. Acho que nem mesmo o Guidetti e os torcedores turcos imaginavam um começo tão positivo. Afinal, as principais referências no ataque e no levantamento não estão. Assumiram nos seus lugares jogadoras de pouca experiência internacional, que se encontram ou como titulares de times menores na Turquia ou como reservas dos mais tradicionais do país.

Talvez o descompromisso com a entrega de grandes resultados tenha dado este espírito mais leve e ousado à equipe. Pelas pontas, a oposta Boz (que, apesar dos 30 anos, é novata na seleção) e a ponteira Ercan tem se alternado na responsabilidade de levar o ataque. Têm enfrentado dificuldade de terem atuações regulares, mas a Turquia mantém quase sempre ativa a opção com as centrais. A experiência e qualidade da Eda dão esta segurança ao time não só no ataque como também no bloqueio, fundamento que tem funcionado muito bem na seleção.

Não sei se, agora mais conhecida e no topo da tabela, a Turquia conseguirá manter este espírito mais descompromissado ao longo das próximas três semanas e, o mais importante, se sustentar entre os cinco primeiros. É um time inexperiente em sua maioria e em posições que pesam na estabilidade de uma equipe. 

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Na ponta da tabela, está a principal vítima da surpresa da Liga, os Estados Unidos. A derrota para a Turquia é o único ponto fora da curva na consistente campanha da seleção norte-americana. O curioso é que, apesar de estar com o velho e conhecido elenco de sempre, Kiraly não tem repetido a escalação. A única constante no time titular é a Lloyd.

O troca-troca, porém, não chega a ser exatamente “experimentações”. Os nomes mais novos já estiveram presentes no ano passado, caso da Bartsch e da Drews, e as referências de ataque são as conhecidas Hill e Larson. Mas não deixa de ser surpreendente que os EUA,
mesmo mudando de composição a cada partida, estejam conseguindo manter um padrão de jogo de poucos erros e de acionamento constante das suas centrais.

No ano passado, os EUA também começaram bem o Grand Prix e perderam fôlego na fase final. A Liga está sendo puxada para a maioria das jogadoras que emendaram a temporada de clubes na de seleções. Como Hill e Larson têm sido bastante exigidas, mesmo não jogando todas as partidas, os EUA provavelmente terão que achar outras saídas de ataque para não morrer na praia novamente. E ele tem boas opções à disposição. Só não pode desperdiçar tempo experimentando a Robinson como líbero... 



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A mesma preocupação em relação aos EUA pode ser direcionada à Sérvia, que está com sua força máxima, incluindo aí Mihajlovic e Boskovic. O jogo sérvio é bastante concentrado nessas duas atacantes, dependendo muito dos seus saques e ataques.

É um estilo de jogo bastante ofensivo, que joga no limite e que, portanto, dá muitos pontos em erros ao adversário. É um poderio ofensivo de respeito e que, certamente, garante o resultado contra a maioria das seleções. Mas ao enfrentar times mais jogueiros, como o Brasil, a Sérvia mostra poucos recursos além da força ofensiva para ameaçar o adversário. Por isso permaneço com a impressão de que a Sérvia pouco evoluiu desde os Jogos de 2016.

Pelo menos com a chegada da Rasic nesta segunda rodada, a Sérvia, além de ganhar mais repertório ofensivo, ganhou um reforço no bloqueio, fundamento que tem tido um desempenho discreto na competição. 

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Outra seleção que é um pouco “mais do mesmo” é a Holanda, que completa a lista dos cinco primeiros da Liga. A grande mudança é que o Morrison tem utilizado bastante a levantadora Bongaerts no lugar da Dijkema.

Seja quem estiver em quadra no levantamento, a distribuição tem sido bastante equilibrada para as pontas, onde está o tradicional trio de atacantes: Sloetjes, Grothues e Buijs. As levantadoras até que tentam colocar a Belien para jogar, mas a central não consegue ter dos melhores aproveitamentos no ataque. De Kruijf certamente faz falta.

E faz falta um maior equilíbrio na recepção para a Grothues não ficar tão sobrecarregada. Mas o Morrison não tem dado muito espaço, por enquanto, para a Plak e, muito menos, para a Daalderop, que, no ano passado, teve bons momentos no lugar da Buijs.


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Entre as seleções fora do G5, a China se destaca de forma negativa. Não chega a ser uma surpresa que Lang Ping esteja aproveitando a fase classificatória para dar rodagem a algumas jogadoras mais jovens, ainda mais já classificada para a fase final.

A China está sem uma boa referência de ataque pelas pontas. Na primeira semana, teve que contar com a Yuan Xinyue, pelo meio, para fazer compensar esta fragilidade. Mas, na segunda semana, sem a central (que vai defender a seleção militar do país e só deve voltar na última semana classificatória), o jogo ficou concentrado pelas pontas e foi mais difícil de colocar a bola no chão. Sem contar os problemas de recepção do time.

A boa notícia é que, ao que tudo indica, Zhu e a levantadora Diao devem voltar na próxima semana.

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