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Mundial 2018 - Brasil 2x3 Alemanha


(25-14 / 25-19 / 30-32 / 19- 25 / 15-17)
Difícil eleger o que foi pior da estreia brasileira na segunda fase do Mundial: a derrota, a virada ou a mudança de desempenho do Brasil depois do terceiro set. Ou seria a soma de tudo isso?

Porque o Brasil não só perdeu para a Alemanha - adversário que Japão e Holanda venceram na primeira fase - como levou uma virada, depois de estar prestes a fechar o jogo no terceiro set. Para agravar a situação, o time se apequenou de uma forma vergonhosa, como se do outro lado da quadra é que estivesse uma seleção bi-campeã olímpica.

O Brasil controlou a Alemanha até quase metade do terceiro set. Muito bem no sistema defensivo, deixou o adversário com poucas saídas. Os bons momentos alemães se davam quase que exclusivamente na passagem de saque da Lippmann, que se aproveitava bem do tradicional desacerto entre Garay e Suelen na recepção.  

Este controle defensivo e os inúmeros erros alemães de ataque, forçados pela forte presença do bloqueio brasileiro, amenizaram alguns problemas que a seleção tinha nos contra-ataques e na virada. Problemas de levantamento e de definição que foram se agravando com o decorrer da partida e que ajudaram a empurrar o Brasil para a derrota.

Roberta começou a partida no lugar da Dani Lins e conduziu a equipe de forma competente nos dois primeiros sets, mas a qualidade do seu levantamento, como é de costume, foi diminuindo ao longo do jogo, principalmente nos contra-ataques. Não critico a opção pela Roberta como titular, mas a sua manutenção em momentos críticos da partida. O Zé Roberto optou apenas pela inversão quando, na minha opinião, ganharia mais se tivesse feito a troca simples das levantadoras.

A postura do Zé, aliás, me pareceu muito passiva. Como quando se está numa partida sem muita importância e, num momento de aperto, o treinador prefere não interferir, deixar o time em quadra se virar para ganhar experiência. Ele demorou a pedir os tempos e para tentar alguma mudança pelas pontas, já que Garay e Gabi estavam com mais dificuldade na virada. Esperou mais pelos erros da Alemanha – que vieram, e só por isso o Brasil sobreviveu no tie-break – do que por uma mudança do time brasileiro.

Já a Alemanha mexeu para correr atrás de um placar que parecia impossível. Trocou de levantadora e ganhou, com ela, uma distribuição mais equilibrada, colocando a experiente atacante Fromm no jogo para fazer companhia à oposta Lippmann. Mesmo com um jogo bastante previsível e concentrado nas pontas, o trabalho em conjunto das duas juntamente com a Geerties, permitiu que o time, aos poucos, recuperasse a confiança que havia perdido nos dois primeiros sets.

Mas todo este crescimento alemão não faria diferença se o Brasil não tivesse baixado a guarda naquilo que vinha fazendo bem desde o começo da partida e o que vinha compensado a dificuldade ofensiva brasileira. Caiu de rendimento no saque e, consequentemente, perdeu força no bloqueio e na defesa. A partir daí, a seleção se perdeu. Conseguiu algumas reações quando a Alemanha dava pontos em sequência em erros, mas não teve competência própria para se sustentar no placar. 

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No fim, o Brasil conseguiu se complicar mesmo favorecido pelo cruzamento mais fácil do Mundial na segunda fase. Agora entra com pressão em dobro para enfrentar Japão e Holanda, seu concorrentes diretos por uma das duas vagas para a próxima etapa (Sérvia já considero classificada). Menos mal que o Japão conseguiu apenas dois pontos no jogo contra Rep. Dominicana, como se pode conferir nos resultados do Grupo E, a seguir:

Demais resultados da 1ª rodada da 2ª fase:

Grupo E:  
Sérvia 3x0 México 
Holanda 3x0 Porto Rico 
Japão 3x2 Rep. Dominicana

Classificação:
1- Sérvia - 18 pontos
2- Holanda - 17 pontos
3- Japão - 15 pontos
4- Brasil - 13 pontos
5- Alemanha - 11 pontos

Grupo F:  
China 3x0 Tailândia 
Itália 3x0 Azerbiajão 
EUA 3x0 Bulgária 
Turquia 0x3 Rússia

Classificação:
1- Itália - 18 pontos
2- EUA - 16 pontos
3- China - 15 pontos
4- Rússia - 15 pontos
5- Tailândia - 10 pontos 
 

- A Rússia nem precisou de Goncharova em quadra para atropelar a Turquia. E não é exagero, foi um atropelo mesmo. A Turquia simplesmente travou neste Mundial. Não soube lidar com a expectativa em torno dela e perdeu aquilo que era o seu forte: a agressividade e o descompromisso. Não houve jeito de o Guidetti achar uma oposta que segurasse a responsabilidade do ataque turco nesta partida. O time ainda sofreu com a má qualidade do passe, o que sempre foi um problema, mas era contornado pela postura agressiva do saque e do ataque, que surpreendia os adversários. 


Por parte da Rússia, fiquei impressionada com a força de ataque que apresentaram. E a Startseva acrescentou qualidade aos levantamentos. Com o passe adequado, chegou até a utilizar bastante as centrais, aproveitando o que a Fetisova faz de melhor.

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