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Você sabe o que significa “Monte” no Alentejo?


Didú e Miguel Mendes de Almeida

Pois é, eu não sabia e isso me fascina no mundo do vinho que é quase infinito. Monte, não é um monte, uma colina, como imaginava, mas um casarão. Toda vez que você se deparar com um vinho cujo produtor é “Monte” alguma coisa, como o caso deste produtor que chega para engrossar o excelente portfolio da Vinci de Ciro Lilla, o Monte Álamo, saiba que se refere a uma casa grande, uma propriedade de respeito, isso é “Monte” no Alentejo.

Como se sabe, o mercado de vinho no Brasil, caiu de padrão em função da conjunção: câmbio/crise/disponibilidade do consumidor… assim, os importadores têm dado nó em pingo d’água para abastecer o mercado com produtos de menor valor absoluto.

No caso de Ciro Lilla (Mistral e Vinci), seus vinhos nunca chegam nos meus Äbaixo de 50 Paus”… chegam perto, às vezes atingem a marca, dependendo do dólar do dia, mas via de regra, os vinhos mais básicos da Mistral e Vinci sempre foram um pouco acima. Entendo. E são sempre ótimas escolhas. Se fosse “Abaixo de 70 Paus” haveria muito o que divulgar do Ciro Lilla.

Ostententando certamente o melhor e maior portfolio de qualidade do Brasil, de fazer inveja a qualquer importador de vinhos no Mundo, Ciro Lilla não tem foco nesse segmento, mas precisa estar vivo e também atender boa parte de seus Clientes nesse momento. O que há de bom nesse cenário é que quando um importador do porte de Mistral ou Vinci, vão ao mercado em busca de vinhos mais acessíveis, vão com um padrão de qualidade mínimo diferenciado e incomum, se comparado com sites de clubes ou supermercados, ou mesmo importadores que atiram para todo lado.

Prova disso foram os deliciosos vinhos do Monte Álamo do Alentejo, que chega agora pela Vinci e que têm excelente nível de qualidade em seus vinhos de entrada na faixa dos U$ 17,90. Inclusive os dois vinhos dessa fixa, o Branco Platéia de Verdelho (70%) e Antão Vaz (30%), sem madeira, e o Tinto Platéia, (Aragonês 60% e Tinta Caiada 35% e Trincadeira 5%), também sem madeira, são deliciosos e foram meu destaque como “O vinho de hoje” em minhas mídias.

Costumo gostar dos extremos, os vinhos de entrada de um produtor mostram sua qualidade invariavelmente e os ícones da vinícola, o que têm de melhor e mais selecionado. No meio deles estão quase sempre vinhos que procuram agradar mercados, satisfazer modismos, coisas assim. Nos extremos não. Aliás, comentando isso com o Miguel Mendes de Almeida, na foto comigo, ele comentou que em uma feira internacional, um importador alemão chegou em sua mesa e pediu para provar seus vinhos de entrada. Cumprimentou-o e saiu. Tempos depois o tal alemão voltou e lhe encomendou um palete (6 mil garrafas) de seu vinho Reserva, que não havia provado… Ele então perguntou ao alemão: O sr. está encomendando meu vinho Reserva mas provou os de entrada. Ao que o Alemão respondeu; Vi sua qualidade nos de entrada, tenho certeza do que estou importando como Reserva… Sensacional, não?…

O que gostei especialmente da Monte Álamo, é que seus vinhos têm boa relação qualidade/preço, são de leveduras indígenas, só usam vinhas autóctones. Tipo de vinho que gosto, sincero e que dá prazer. Saúde!

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